sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Efêmero

Ahh minha criança...
Corre, persegue, busca e no entanto, encontra somente os joelhos esfolados, ora de prece e ora de tombo.

Enche-se de lixos léxicos, empanturra-se deles, conteúdos "(tran)saturados", isso não te alimenta os sentidos. Não digere em sensações.

Ahhh criança...desce daí é perigoso... 

Te observo de longe, alerta, zelosa e nada digo; Porque te quero crescida, que te levante sozinha. 

Me seguro para não te agarrar as mãos e guiar seus escritos, ainda ingênuos, ainda infantis, ainda... em estado de ainda...

Eita menina...Me toma bruxa, inimiga "irreversa" e não enxerga... Não vê na inocência pueril dos seus grandes olhos escuros que sou muito mais do que se tem... bolha de sabão bailarina, Universo e NADA.

Foto by Virgínia M.

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