terça-feira, 9 de agosto de 2011

Remetente.



Hoje te escrevi.
Em papel pautado.
Simétrico.
Fluído.
Poéticamente perfeito.
Construído.

Ao enviar.
Perdi.
Palavra a palavra.
Grãos de areia.

Queria remeter.
E tive de reconstruir.
Não havia “re”.
E escrevi.
Bruta.
Dura.
Como sempre fui,
Ainda carvão.
O mesmo texto.
Em outras palavras.
E disse.
Na poética imperfeita.
Tão lógica.
Quebrável.
Me ensina,
Ainda sou criança.
Não sei como ser livre.

2 comentários:

  1. Belissima inspiração é por isso que eu sempre a Recomendo.Nao sei ser livre,porque sou criança.Que beleza terna.
    Um abração amiga.
    Bju.

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  2. A Toninho sempre tão gentil... muito obrigada. Bjs

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