domingo, 17 de julho de 2011

Único

      (imagem gentilmente cedida por uma pessoa única - G.)


As paredes tem ouvidos.
Ouvem segredos inconfessáveis,
Solidões intransponíveis.
A alma a rasgar o peito
Num grito mudo.
Ciente dos defeitos.
Horas vazias.
Vícios lícitos.
Prisões explícitas.
Sem direito da solidão de ser único.
No dinamismo de ser muitos.
Ser mútuo.
Aceito.
No seu conceito.
Ter direito de ter defeitos.
E por ser único;
Ser perfeito.

7 comentários:

  1. Como você joga bem com as palavras, amiga.. lindo.. único!

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  2. Uau! Lindo Káaaa! Como tudo o que escreve é muito delicado e sensível... Achei também tão irmão da nossa última conversa, né?
    Agradeço por fazer parte dele agora! E repito:

    "Sem direito da solidão de ser único.
    No dinamismo de ser muitos.
    Ser mútuo.
    Aceito."

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  3. Oh G. fico orgulhosa por dividi-lo com vc duplamente pois a foto do seu perfil também, e essa foi a intenção torna-lo ícone da nossa ultima conversa.
    Bjão

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  4. Maravilhoso dominio de palavras,que num jogo perfeito cria um efeito interessante de intimismo de busca de definições,que tanto ronda o ser.
    Um poema de rara beleza.
    Parabens com meu terno abraço na linda arte.

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  5. Uau!!! Belíssimo. Contrapontos incríveis do "sentir humano". Parabéns, florz...

    BJÃO.

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