domingo, 22 de maio de 2011

Só ...

Só quero um amor,
Que caiba assim no peito.
Que caiba numa tarde fria de outono.
No balançar da rede no início da noite.
Que caiba entre as palavras do poema.
O poema mudo em explosões de cores,
do pôr-do-sol.
O Amor do raiar da manhã.
Da promessa do dia-a-dia.
Que caiba na luta.
E caiba no abraço calado.
Isento das repetições dos erros.
Um amor comum.
Tão comum e igual.
Tão semelhante e carnal.
Que se diz em olhares.
Em silencios.
E que caiba sem esparramar.
E assim um amor indolor.

Um comentário:

  1. "Que caiba numa tarde fria de outono".
    ...Um amor indolor.

    Emoção é o que senti, bom!

    grata, Kátia.

    beijos

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