domingo, 6 de fevereiro de 2011

Nua



Hoje acordei despida...
Totalmente nua,
revelada em toda poesia do corpo.
As curvas da palavra expostas.
Aos impropérios dos sonhos.
Do empírico.
Da elegante convergência do ser.
Nua.
Desvendada de sentidos.
Sentido.
Assim pungente.
Latejante e quente.
A poética da alma.
Revelada.
Em gozo das palavras soltas.
Banhada de luz em imagens. 
Hoje eu sou deusa.
Sou musa.
Sou santa.
Não, sou puta.
E sou poesia.
Sou dança e corpo.
Nua.
Marginal.
Irreal.
Pé no chão e terra;
Cheiro de chuva.
Louca e pura.
Nua.
Poeticamente Nua.

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