quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quem dera


Quem dera...
A juventude não tivesse  esvaído.
Não tivesse escapado pelos vãos de seus dedos.
Quem dera não tivesse...

E quem dera?
Escorregando em seu peito
desembocar num mar de lembranças.
Desbotadas.

Quem dera fosse pecado.
Quem dera fosse crime.
Não seria assim tão prisioneiro.

Quem dera...
Pudesse ter minhas culpas.
Maldizer seu nome.
Mandingas.
Maledicências.

Quem dera.

Quem dera o retrocesso
Quem dera a dor fosse finda.
Quem dera não houvesse fantasmas.
Quem dera o perdão.
Quem dera recolher as palavras.
Quem dera aguardar sua vinda.
Quem dera o fundo do poço não fosse eterna morada.
Quem dera.
Quem dera.

Um comentário:

  1. Mais uma vez preciso beber de teu texto ...

    reflectir ...

    antes de comentar algo que não fosse óbvio ...

    mas é óbvio que gostei ...

    um beijo !

    ResponderExcluir