sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Martelo e a Bigorna





Ei moço, escreve o que eu digo.
Um dia...
Há de acordar com um nó na garganta.
Há de perambular sem saber para onde ir.
E sentirá saudoso de tudo que não viveu.
Ah... moço!
Vai doer.

Vai doer moço,
mantenha firme os pés no chão.
Os ventos virão.
Vergará.

Passa.
Demora mas passa.
Dói...Mas passa.
Uma tristezinha incômoda,
feito dor de dente.
Martela o peito.
Insistente.

Ei moço, escreve o que eu digo...
Um dia...

2 comentários:

  1. Ei moça, que bela escrita,heim! Gostei. E Lenine dispensa comentários, óbvio.
    bjão

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  2. Obrigada Su, sabe aqueles poemas que ficam engavetados séculos faltando uma palavra? Pois é esse é um deles... rs. bjão

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