segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Não lhe peço

                                                                                  Sakountala - Camille Claudel


Não lhe peço que me ame.
Ao contrário.
Peço a  frieza sem as máscaras coloridas do amor.
Não lhe peço que me ame.
Exposto os defeitos.
As pedras que mereço.
Me tome a força.
Violente os sentidos.
Não lhe peço que me ame.
Amor é fatalidade.
Quero o cálculo.
O concreto.
O sexo.
Não lhe peço que me ame.
Chegue assim.
Sem pedir licença.
Me reserve as surpresas das palavras ternas.

2 comentários: