sábado, 17 de julho de 2010

Ícaro

Olho minhas mãos, e são hoje exatamente como você gosta.
Mas, não como eu sou.
Trêmula pela urgência.

Hoje meus pés estão fincados ao chão.
Controlados. Compassados.
Quando já estive tão perto do céu.
Desejo as asas.
E seus ventos violentos.
Arrebatada.
Sem pouso.
Sem data.
Tão perto do sol.
Tão humano.
Tão deus.
O perigo eminente.
A revolta ao tempo.
O tempo suspenso.
Da espera.

5 comentários:

  1. Lindo.Uma das mais belas que já li.

    um beijo .

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  2. Obridada Игорь ainda não sei o que sinto em relação a ele... rs...
    Mas gosto da imagem do Ícaro. Feliz com suas asas não se dá conta dos perigos de estar tão próximo ao sol...

    E Su acho que estou me especializando no forte rs.... bjs aos dois.

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  3. Nunca um poema identificou tão bem um momento meu. Obrigado, Kátia.

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  4. O Manuel... fico feliz por ter dito as suas palavras...bjs

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