sábado, 26 de setembro de 2009

Crítica ao amor e amizade.




Há muito deixei de acreditar nas palavras amizade e amor.
Estranho né? Não deveria ser o discurso de uma "pretensa - (deixando bem claro - Pretensa)" escritora, poeta.

É que com o tempo a gente aprende, a separar o joio do trigo. O lirísmo dos textos ficam no imaginário, onde esses sentimentos existem para todo o sempre amém. Na vida real as coisas se tornam bem diferentes.

Tentando explicar. Competitividade é inerente ao ser humano, homens e mulheres, então, amizade e amor são quase impraticáveis a eles. Mesmo porque o poder está muito explícito nessas relações, seja ela amizade ou sexo.

Então... vivo de solidão? Claro que não... mas acredito que assim como reza a lenda grega dos seres Androgenos, as almas se dividam em algumas partes e não só em duas, gêmeas, trigêmeas, quadrigêmas ... Então ... vou viver buscando minhas partes, amigas e amadas. Por isso essa necessidade de se completar. Como ilustro abaixo com fragmento da lenda.

As palavras Amor e Amizade ficaram banalizadas com o passar do tempo, necessidade de afirmação e poder, usamos-as a qualquer momento e em qualquer situação. E quando o sentimento realmente existe ele fica inominável.

Meus amigos sabem quem o são não por Odes, falsos elogios, falsas disposições, falsas promessas e falsidades em geral. Quando me dedico a uma alma que reconheço sabem do que estou disposta por eles sem ter de ficar lembrando-os disso a cada segundo.

Dedico as minhas almas companheiras.



Mito dos Androgenos.


"No início, havia três gêneros humanos, alguns que eram todo homem, todo mulher ou metade homem e mulher. Estes seres eram duplos e podiam ser compostos de dois homens, duas mulheres ou os andróginos: um homem e uma mulher unidos pelo ventre, sendo dotados de dois rostos numa mesma cabeça, voltados para as costas, assim como seus órgãos sexuais. Além de possuírem quatro braços e quatro pernas, movimentando-se sobre os oito membros, de forma circular".

Por terem desafiado os deuses, Zeus dividiu-os em dois, encarregando Apolo de fechar suas feridas. O deus, para que sempre se lembrassem do castigo, voltou seus rostos para o lado do corte, mantendo os órgãos reprodutores no lado das costas, a fim de que a raça fosse extinta, já que as metades separadas não poderiam copular ao se aproximarem. Zeus, porém, arrependeu-se e resolveu intervir. Passou os referidos órgãos para frente, para que fosse possível a continuidade da espécie.

"Entretanto, permanecia no âmago dos seres divididos, a lembrança de sua forma primitiva, razão pela qual os nascidos dos homens duplos se amam entre si, como as mulheres nascidas das mulheres duplas também se amam umas às outras, as mulheres nascidas dos Andróginos amam os homens, e os homens nascidos desses mesmos Andróginos sentem amor pelas mulheres".

Fonte

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4 comentários:

  1. É lindo lindo.... Kátia.

    Os mitos são bárbaros mesmo!
    Gosto "por demais".(rs)
    bjs

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  2. Ô kátia,li na minha lista(blogs/acompanho) o título KKKK, achei que era um novo post,sem problems, sempre vale a pena entrar aqui.
    Seu blog tá lindão!!!!
    bjs

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  3. Oi .

    Entre a forma como escrevemos e como vivemos ao menos pra mim existe uma grande diferença .

    bjo

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  4. AAhh Katchénha, que lindo texto! Agora que eu li fiquei mesmo pensando sobre amor e amizade... é complexo...
    Interessante o mito dos Andróginos, eu nunca tinha ouvido falar! Um pouco mais de cultura HAHAHAH
    bjs

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