terça-feira, 11 de agosto de 2009

Rápido




Cara eu sei...

Eu sei de tudo, da ausencia, do desatino, do desencanto. Mas não tem jeito.
Não adianta o castigo, estou velha demais para isso...
Quem está pensando que eu sou? Uma criança qualquer, que amua, faz beicinho, chora e depois esquece?

Cara eu sei...
Eu sei de tudo...
Eu sempre soube...


Mas é assim...
Não tem como... está fadado. Amarrado, destinado, costurado, dado o nó.
Não tem mais jeito.
Cara já era... será que só você ainda não viu?
É teimoso feito uma mula.
Tá... você não dá o braço a torcer eu também não...
Somos crescidinhos, isso é coisa de moleque.
Não acha que já deu?


Cara, veja bem...
Quanto tempo você acha que ainda tem? É o senhor da razão, o Deus absoluto...
Desculpa aí...
Não passa de um reles mortal, filhinho. Seu tempo vai passar....
Metade do que você diz não se escreve...


Olha...
É...
...
Viu... porque você não... é... esquece...
mas desde que seja urgente...
Não diga nada...
É a senha.
Não prometa nada, sempre espero que cumpra.
Rápido.

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2 comentários:

  1. Linda imagem apesar do PERIGO (e, o texto ...nossa!!! gostei,denso.

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  2. Rapidamente me deste outro nó na cabeça . Gosto disto , das palavras que se destacam de tua criação inicial , ganham vida própria .
    Agora atingem minha subjectividade e ganham um significado só meu .

    Muita sorte achar teu blogue .

    beijos

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