sexta-feira, 3 de abril de 2009

Muito silêncio por nada.


Hoje não vou dizer nada.
Nada realmente relevante.
Não sei em onde pisar, não sei o que dizer,
as palavras podem enveredar por lugares proibidos.
Vou guardar a distância segura.
Vou tentar não me envolver.
Asas as palavras são perigosas.
Elas tem vida própria e só se entendem quando querem.
Quando lhes convém.

Ah palavras, distanciem-se de mim.
Não me ofereça a tentação...
Sou por de mais de frágil às suas ardilosas emboscadas.
Não tenho forças suficiente para resistí-las.
Me perco nesse jogo, perco o juízo.
Sigo somente os instintos como que no cio.
Não rebolice se não for roubar meu silêncio.
Ah palavras da paixão à redenção.
Permaneço em silêncio.

2 comentários:

  1. ualllllllllllllllllllllll,
    Kátia, me emocionou.maravilhoso.

    bobagem né, análise do discurso ,e precisa?
    Barthes que perdoe, sem questionamentos.

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  2. Ah Su, nao era para ser poema, mas ... não fui eu foi meu eu lírico rs...

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