sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Seios

Os seios.
Os seios são o primeiro sonho da menina. Faz de conta que tem seios, não vê a hora que eles cresçam, despontem na blusa. Vejo pela minha filha que sinonimo de ser mulher é ter seios.

Devido a doença eminente da minha Avó e a mutilação pela qual vai ter de passar, parei para pensar nos meus.

Sou diferente da média brasileira. Não quero por silicone. Não quero.
Não adianta pressão da mídia, não adianta pressão masculina. Não quero.
Não quero que saltem do decote. Não quero que sejam a primeira coisa que vejam em mim, não quero aquela coisa redonda bem marcada.
Hoje coloquei uma regata e estava olhando, 4 kg mais magra (se é que isso é possível, deve ser pois a balança indica), com os ossos dos ombros salientes meus seios não eram o destaque em mim. Nem o enredo, nem a alegoria.
Mas eram a minha feminilidade.

Meus seios são pequenos, sim. Tamanho 42 para ser exata. Mas fizeram ao que vieram. Foram fonte de vida e saúde por anos. Alimentaram parte de mim. E não me incomodo por não estarem tão bem desenhados como eram quando eu tinha 20 anos. Hoje eles só são pequenos. Sou mais mulher. Mais feminina. Menos agressiva.

Os seios são sim, imagem da feminilidade.
Não cuido tão bem quanto deveria. E admito que não seria capaz de identificar um nódulo no meu seio. Esse terror já me acometeu mais de uma vez e preciso me atentar mais ao fato, mesmo por que tem o fator genético.

Mas será que todas nós sabemos?

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