quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Onde anda o amor?


(August Rodin - Cupid & Psique)

Dias desses conversando com uma amiga, a qual cresceu comigo e perdemos o contato quando os amores começaram a bater em nossas portas, a qual reencontrei agora mulheres feitas, vidas "praticamente" conduzidas e etc... Começamos a falar do amor.

E vendo minhas colocações sobre paixões, amores e afins ela me disse:

-"Sabe, acho tão bonito..." - Estranhei, questionei... o que seria tão bonito sendo que minha visão estava sendo meio dura.
-"Acho bonito, esse sentimento, essa ira, essa dor... Não sinto assim".

Fiquei pensando que um dia um antigo amigo me disse que achou lindo o fato da namorada de um amigo ter quebrado uma garrafa na cabeça dele por ciúmes.

Coisas que hoje pensando friamente parecem coisas que não acontecem no cotidiano das pessoas. Parece que há motivos para se envergonhar por se apaixonar. Que a paixão é um conto de fadas e só lugar no papel, ou nas telas de cinema mas e nas pessoas?

Um sujeito apaixonado seria sinonimo de um lunático?

Ah amar! E amar assim descaradamente, deslavadamente, desesperadamente? Onde o único medo é de perder o objeto da paixão. Onde a recompensa da mendigancia é um simples sinal da outra pessoa. As sensações das descargas elétricas e químicas desse estágio é a droga mais viciante onde o ser humano pode chafurdar. Perder peso, perder sono, perder a fome, a vontade de seguir em frente ante a possibilidade da ignorância do outro ser...

Pedir perdão.

Viver de memórias.

Não existem mais pessoas assim?

Seriam eles objetos de análise? Ou devem se envergonhar?
Seria irreal?
Prefiro viver no mundo do faz de conta.
Para todo sempre.
Amém.

Um comentário:

  1. Oi .

    Gostei do teu blog , você escreve bem .

    O que descreveu aqui estou vivendo . Então devo ser lunático ...ou viver no faz de conta ...

    ResponderExcluir