domingo, 7 de setembro de 2008

Perdido no tempo.



















Derrama sobre mim,
a sombra de seu olhar.
Digna a mim um ínfimo segundo.
Uma linha.
Um minuto
Uma recordação.
Digne a mim uma palavra de baixo calão.
Mas dirija a mim.

Nem só de amor é feito um poema.
Sofrimentos de silêncio e solidão.
De palavras impronunciáveis.
De ira e gritos.
Reclamações.
Caos de pensamentos
De Ecos e vãos.
Paciência.
Desatrelar do medo.
Habite o ser.
Tome posse.
Aceite sem dívida.
O que não é perecível ao tempo.

2 comentários:

  1. Muito bonito este poema, mostra uma carência amorosa, pedindo tudo, até uma palavra de baixo calão, e mostra que nesta vida nem tudo é feito de rosas.
    Muito bom!

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  2. o tempo não é perecivel, apenas implacável conosco que só damos importância as coisas erradas...

    porque me preocupar com os meses, anos ou séculos se o espírito é imortal

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