quinta-feira, 12 de junho de 2008

Literatura



Hoje fiquei com um acontecimento o dia todo martelando na minha cabeça.
Meu filho vindo da escola com o pai e a irmã acabou perdendo os dois de vista. Segundo ele, uma menina explicou como teria de fazer para chegar em casa, acabou encontrando o pai no meio do caminho. Não preciso comentar, eu no meu instinto animal de ser mãe fiquei P, mas no momento era mais importante eu ouvir o que ele tinha a dizer.

Comentou em tom de vitória que tinha- se perdido e encontrado o caminho de volta, o encontro com a menina e a volta para casa. Fiquei somente ouvindo o que ele dizia, era o momento dele, mas algo tinha de diferente no modo dele contar. Esperei, quando acabou a narrativa, peguei-o no colo e abracei um abraço comprido. Quando se viu protegido, apertado, o heróizinho foi-se embora. Chorou, chorou muito. Fiquei imaginando os sentimentos que o possuíram em menos de 1 min que esteve perdido. A perda de confiança, insegurança, medo.

Eu li o meu filho. Como já li minha filha, li um amigo, as vezes me dou de enxerida e leio desconhecidos. Leio, leio e leio... Leio todas as histórias, todas as pessoas.
Leio o que seria importante para o momento. Silêncio, um abraço, enfim depende do enredo.
Quero ser lida.

Um comentário:

  1. Todos queremos!
    Parabéns pela sensibilidade de "leitora de gentes" tão rara hoje em dia...

    ResponderExcluir