quinta-feira, 3 de abril de 2008

Eu já tive um Rei na barriga.




Eu já tive um Rei na barriga.
Senhor de todas minhas vontades, ou melhor, eu escrava das suas vontades.
Esse rei brigava diariamente pelos limites de suas terras, cada dia menor para sua magnitude. Um reizinho com um pé enroscado em minhas costelas.
Que me sugou em leite.
Fortaleceu meus braços.
E decretou  VIVA!.

Eu já tive um Rei na minha barriga.
Esse Rei generoso, com o coração do tamanho do mundo.
Um reizinho concentrado. Sabido e levado.
Cheio de manias.
Não lhe diga nada se não quiser dar o por quê? E que esse porquê seja coerente senão será questionado novamente.
Um Rei que se encanta com pequenas coisas, uma borboleta, um pássaro, uma música. Sensível.
Reizinho resignado.
Preguiçoso.
Ás vezes índio.
Samurai.
Monge.
Esse Rei, há de modificar o mundo. É criado para ser diferente.
Para ser feliz.
Para ser justo.
Consciente de si próprio e os limites de seu reino.
E ser aliado.
Alado.
Perfeito na unidade.
Nasceu com a incumbência de ser ele e ser gente habitado de gente.
E ser amado.
Ser o meu riso.
Eu já tive um Rei na barriga.
Já fui seu templo.
E seu alimento.
É parte de mim.
Eu já tive um rei na barriga.
Um menino.
Um anjo.
O meu rei
O Rei Andrey.

6 comentários:

  1. Que Rei mais lindo!
    Adorei ler.
    Não conhecia este teu lado tão sensivel.
    Parabens querida,pela linda Rainha que vc é.
    Beijinhos
    Kaká

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  2. Olá rainha-mãe!

    Eu estou mais para uma "nave-mãe"(hihihihi), porque muitas vezes meus filhos me surpreendem de tal maneira que chego a pensar que eles não pertencem a este mundo!

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  3. Parabéns rei/rainha/mãe/filho. BELÍSSIMO,katia.

    abraços

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  4. Coisas que a gente não se cansa de lembrar né Su? bjs

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