domingo, 13 de abril de 2008

A difícil arte de se calar.


Que eu sou amante das artes, todo mundo está careca de saber. Mas se há uma arte que eu não domino, nem tão pouco admiro é "A difícil arte de me calar".
Essa arte nos é passada desde pequeninhos. Frases até então sem nenhum peso, mas que influem muito na formação da personalidade do indivíduo. Depende somente de sua aptidão para ela.... que convenhamos não é o meu caso.
São elas:
"- Filhinha não diga isso que é feio."
"- Fale baixinho, as pessoas podem ouvir, e o que vão pensar de você?" (entende-se assim: O que vão pensar da educação que eu te dei")
"- Não fale que não gostou do presente..."
"- Essas coisas não se comenta."
"- Eu sei que você não gosta, mas não comente."
E por aí vai a infindável lista.

Confesso que nunca fui muito boa nisso. Confesso que deixar de expressar o que penso sobre o que eu penso não é o meu forte. Tento, desesperadamente algumas vezes, mas é uma coisa que não consigo. Tenho que dizer. A pessoa pode até não concordar com o que eu penso, mas terá que me provar onde estou errada, se estiver errada, dou a mão a palmatória, acato o que foi dito e ponto.

Observação... as pessoas que colocam sua opinião são em geral classificadas como pessoas com problemas em se relacionar. Como o fato de não concordar com um ponto ou dois, fosse um problema em se relacionar, por que em geral as pessoas não querem ser questionadas para não terem que defender seus pontos de vista, ou serem descobertas como uma fraude.

Formamos uma nação de serem não pensantes, altamente manipuláveis, moldáveis, maleáveis, volúveis, sem personalidade própria, sem ponto de vista, extremamente ajustados a sociedade e aptos na Difícil arte de se calarem.

Cultuamos grandes mentes, Freud, Einstein, Nietzsche, Marx, Maquiavel, entre outros e simplesmente criamos uma sociedade de pequenos robôs programáveis e ajustáveis aos interesses de poucos. Espero, espero ardentemente não estar cometendo o mesmo erro.

Não é fácil não se enquadrar, não se ajustar, é árduo e sofrido. Mas não quero estar criando pessoas como os 3 macaquinhos: "Que nada vêem, nada ouvem e nada dizem."

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