segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Das Paixões


Por minhas paixões me levanto pela manhã.
Por minhas paixões me obrigo a me alimentar algumas vezes ou simplesmente me alimento delas.
Por minhas paixões me impulsiono para frente.
E por elas me preocupo com o que virá.
Elas me tiram o sono.
E elas me fazem a correr em sentido contrário do tempo. Caso contrário o tempo dessa vida seria demasiado curto.
Sou movida por elas.
Elas me consomem.
São minha força vital.
Não consigo imaginar um só minuto da minha vida sem o impulso de uma paixão, seja ela qual for.
Me apaixono por muitas coisas... Pessoas, livros, histórias, por escritores, por poetas, lugares, imagens, músicas, cores, novas tecnologias, velhas formas, novas e velhas culturas, linhas de pensamento, tudo que me acrescente algo novo.
Sugo delas tudo o que possam me acrescentar. Por determinado tempo vivo por isso. Desesperadamente.
Porém nada dura para sempre, e nada é insubstituível.
A medida que as domino, ou que me cozinham a fogo brando, a medida com que não me oferecem mais nada de novo, ou que simplesmente fogem totalmente do meu controle, elas pouco a pouco perecem, se esvaem.
Não que daquela paixão não reste nada, sempre é um novo conhecimento. E lá, numa estante da minha memória sempre vai ter um espaço.
Mas preciso de mais.
E quero mais.
Correndo em minhas veias.


Nenhum comentário:

Postar um comentário