segunda-feira, 7 de julho de 2014

3 vezes




E morreu três vezes:
A primeira quando lançado no mundo cão,
sem nenhuma perspectiva de eternidade longe do cordão.
E, morreu novamente
Quando florescer se viu no dentro
A alegria de caber o outro.
Morreu definitivamente...
Quando apagou o sexo.
Então passou a se dar tão barato
para  rememorar o desejo como num álbum de recordações.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Delírios de uma lagarta

Rastejava 
         Arrastando o ventre

Folhas verdes

Ora quentes banhadas de sol,
Ora frias castigadas pelo sereno.
         
         Arrastava sobre folhas que a suportavam
                                                                             Peso e avidez.
                                                                          Nunca das flores
                                                                          Sabor de futuro.

Madura sentia que era hora.
Pendurou-se num galho firme. 
Que resistisse um casulo seguro.
Teceu em torno de si um refúgio de se tornar.        
                     
                                ...fechada toda dentro da casca.

No conforto do dentro choveu
Esfriou 
           Ventou e balançou.
                          Estalou.
E o medo...
Do galho não agüentar
De nunca conseguir sair
De chover e o casulo arrebentar.
De a Terra um dia acabar.
Se o inferno de fato existir. 
                                             E se a Natureza for só invenção?
 
A lagarta apavorou-se...
Sozinha no seu escuro...
Sem saber o que fazer

                                    Quis pra sempre ser lagarta.
                                    Comeu suas asas.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Frágil




De  que matéria?
Átono, Átomo, ávido. 
Em que escala de dureza
acomete tão visceral
A mente
O peito
O sexo?
De que matéria?
Desconexa
escorre da tristeza dos teus olhos;
Não encontra o caminho na sua alma tão rígida
chuva no asfalto, 
sem empossar, sem criar veios.
De que matéria se faz tão frágil a sabedoria do seu sexo?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Chão


Com o corpo cansado, a alma já não trina.
Os pés desejam o chão;
As costas pedem o chão;
Os olhos pedem o chão; 
As mãos desejam tatear o chão; 
A boca, até a boca, pede por beijar o chão;
Sagrado do que posso chamar de Lar.

Efêmero

Ahh minha criança...
Corre, persegue, busca e no entanto, encontra somente os joelhos esfolados, ora de prece e ora de tombo.

Enche-se de lixos léxicos, empanturra-se deles, conteúdos "(tran)saturados", isso não te alimenta os sentidos. Não digere em sensações.

Ahhh criança...desce daí é perigoso... 

Te observo de longe, alerta, zelosa e nada digo; Porque te quero crescida, que te levante sozinha. 

Me seguro para não te agarrar as mãos e guiar seus escritos, ainda ingênuos, ainda infantis, ainda... em estado de ainda...

Eita menina...Me toma bruxa, inimiga "irreversa" e não enxerga... Não vê na inocência pueril dos seus grandes olhos escuros que sou muito mais do que se tem... bolha de sabão bailarina, Universo e NADA.

Foto by Virgínia M.

Luiza

           Brejeirice... a palavra que define Luiza. Define Luiza nos seus traços tão comuns que desconcerta, tão comum que se quebra em mil pedaços e me é tão difícil reconstruir peça por peça para não cometer o disparate de desconstruir a efêmera forma do único que lhe atribuí.

         Sim Luiza é só e é só languidez. É somente um imaginar vago e momentâneo de tormenta segundo. Tormenta de olhar Luiza, é só de olhar, não se pode beber ou comer Luiza, não se pode apertar, Luiza quebra. Já pensou quebrar o perfil de Luiza? Não? Aquele que desce o contorno do queixo em rosto fino, morenice de rio? E quebrar o perfil de Luiza com os ondulantes cabelos escuros que escondem o maxilar, ahhh o maxilar de Luiza é o fim do mundo! O fim do mundo quando Luiza tira os cabelos do rosto com um gesto displicente e revela os olhos, aqueles que são enormes e engolem o mundo e que até agora não sei se escurecem em tempestade ou verdejante visgo que escorre sobre a noite, que derramam no nariz nada delicado de Luiza quando a boca de lábios enormes, de sorriso enorme de Luiza mastigam meu peito e me devoram da boca ao féu, com dentes e saliva. Ahh como me míngua Luiza!...

          “Não fale Luiza, não diga nada”, não pronuncie uma só palavra e não se torne mortal de palavras vãs é vã. Aí Luiza cisma de cantar, “não canta Luiza, que mexe com meu juízo”. Não contente Luiza dança e canta e é cigana e cigana há feitiço... porque enfeitiça o meu tamborilar em ritmo de samba e lá vai Luiza, contente do meu desconforto de mim, ciente do poder de Luiza. Porque Luiza sabe..., ah sabe..., joga a cabeça para trás e ri o riso rouco de quem se sabe só provocação e nada mais.





Macerava a folha amarga entre os dentes, amarga de uma mágoa morna, sem grandes arroubos, só uma saudade persistente afinal já era tempo. 

Absorvia a seiva fresca que lhe escorria pela garganta mas sem conter o arrepio que o sabor provocava. Ah o arrepio, e seus pelos eriçados. Beijo na boca, o hálito na nuca... também era uma saudade persistente(...) e fez um chá para rememorar.


Disperso



Eu.
Sinto deserto da pele;
Aquela que antes habitava.

Sinto.
Abstemio do tato,
palato;


Temperatura,
da superfície inconstante
sobre a palma;
Ora quente.
Ora líquida.

Sinto a falta.
da pele.
Sob(re) a pele.


Ruídos


Desconfio dos amores barulhentos,
cheio de alardes.
Ruidosos como gatos no cio.

Desconfio dos amantes
Que se exibem,
manequins em vitrines.

schiii
aprecio os amores silenciosos
furtivos e quentes,
daqueles que sussurram no escuro.
Privado e pulsante.
O único som,
é sentido na palma da mão.

Amador


Tudo em mim é tão amador
Que qualquer significado
que a palavra possa ter
Preenche de poesia cada poro
cada sentido.

A Destra

Te dou minha mão.
A mão destra, 
porque a outra é destreza e 
minuciosa.
Toma minha destra,
de onde tenho força
mas ainda é criança.
Guia essa mão,
que é sua,
por passagens e ruínas.
Que longa e branca,
não seja bruta
não seja impura.
Ensine-a candura,
de segurar seu peito.
E a fortaleza de amparar seu coração.
Ensine-a percorrer sem tempo.
Tome-a porque é sua.

Possíveis




Desejo contas miúdas,
Multicoloridas.
Um pote de Possibilidades.
Mas veja,
Possibilidades "possíveis".
Bonitas de escorrer pelos dedos.
Certa vez pedi:
-'Moço eu quero um pote de possíveis"
Me vendeu um vidro fosco e escuro.
Não consegui vê-las.
Quando abri todas as contas cinzas e negras.
Ásperas e opacas.
Corri-as pelos dedos assim mesmo.
Afinal pensei que Possíveis fossem assim.
Eram frágeis e quebradiças.
Cismei de ler o rótulo do frasco.
Assim em letras miúdas,
bem miúdas mesmo
Estava escrito.
ILUSÕES.

Seleção Natural

A folha oca tomba.
E os dias são embalados como coito
que quando pensamos gozo
é findo.

Velhos e doentes primeiro
que não se classificam em ordem cronológica
Seleção lógica.
E a beleza tomba também.
rola pela calçada quente.
Arrastada pelo vento quase prece.
É lindo, mas é findo.

E uma ponte.
Cada um de um lado dela.
É lindo...
Mas quem atravessa?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Menina

Ei Menina!
Esconde isso...
Não é algo que se mostre.
O belo assim exposto,
Assim ao exagero.
Ao belo ...
Só há um destino,
O da ruína.
Porque beleza não é dádiva.
É a fúria dos deuses.


foto by: Marcin Kotwica

Posse




Seu nome,
Me subiu à boca,
passeou os lábios,
enrolou na língua
e engoli.
Assim como quem engole
o vômito.

Afoguei na primeira
e última letra.

Deve ser por isso que guardo silêncio.
Assim não dito.
Engolido.
Não digerido,
é meu.

foto by Kecia http://www.pinterest.com/pin/145874475401300992/

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Prece


Dedico a Ivan Vagner Marcon



Consumida, chama.
Vestida em desejo
Arde atada ao mastro.

Trina alma em pervertido solo.
(preservado solo)
Aquele, inquieto
Aquele, intocado e leve.
Aquele ...
Amordaçado.
O Sentido derramado.
Líquido e claro.
Aquele...

O que há de ser preservado.
Meu deus meio diabo.
O meu solo sagrado.
Aquele...

Aquele que deve ser silenciado.
Feitiço derramado.
Alma ao mastro atada.
Mas Aquele...
Santo e Imaculado.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Quase nada

Precisa-se de um silêncio de concha,
marulhada e que morre na praia.
O mesmo das fadas que roubam os dentes durante a noite.
Silêncio de fada.
De coisa inventada.
De plumas e voo .
Precisa-se de silêncio,
Da casa arrumada,
da TV desligada,
assim no meio do nada.
E ouvir somente.
Tum Tum-tum
Tum Tum-tum.
De forma ritmada...
Que todo o resto é quase nada.




sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um de sem nome.


Tem nome de saudade;
O tempo em que o tempo
se negava dizer quem era.
Do seu vir e nunca ir.
Da torpeza do absoluto querer.


Eu queria...


Bicho selvagem,
Sedenta de sangue.
Mastigar teu peito,
Romper teus lábios,
Violentar tua carne...
...Ah tua carne...!
De sal e dulçura,
pão de minha fome.
Que há de ser santo,...
Em nome da mãe,
da filha
e da legítima Natureza.
Que há de ser de amor;
essa terrível violência.


Hei de entonar cantos profanos...
de desespero e tormenta.
Em seu nome.
Honra e glória.
E dançar nua sobre a fogueira;
Há de ser de amor
onde edifíco seu templo.
Maldizendo o tempo;
O vão espaço.


Ali,
emaranha em suas finas teias.
Os silenciosos adeuses.
Lentos,
sussurrados.
Assiste;
vertendo em lava,
poeira ... e pedras.
Ser covarde e cativa.



Há de ter nome de amor
Tamanha violência.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

A chama






Se à pele;
As bocas e os avessos;
A flor e o começo;
O Irreal,
porta do indizível.
E mais,
e mais...
Mais e...

terça-feira, 26 de março de 2013

Não




Melancólico suspiro;
do último sentido habitante do corpo.
Esvaído e oco.
Com a boca mendicante da última gota,
último resquício do que foi corpo.
Língua passeia à chaga.
Implora saliva, seiva e vida.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013




Hoje sobra-me o ar...
O café é forte,
a cama macia,
o tempo ameno,
O sol foi gentil, mas chove à noite.
Gosto assim...
Mas falta-me o ar.
Respiro até o fim e ainda sobra.
Não sei se durmo ou acordo.
E o ar está lá...
Pressionando os alvéolos.
De fora para dentro obrigando inflar.
Obrigando.
Impondo.
A distância do estar.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Hei de amar uma mulher



Um dia hei de amar uma mulher.
Porque já tentei das pedras,
Já tentei dos bichos
E todos os demais seres.
E hei de amar uma mulher...
Cheia de graça,
Ciente de suas ruínas.
Essa mulher há de caber nos braços.
E afogará suas dores
Na mansidão do sono profundo.

E amarei a essa mulher
Em suas curvas
Porque ela já não quer as ruas retas,
E as correntes pesadas que arrastava.
Ela há de ter orgulho de si.
E de mim.
Só teremos as bocas.
Mãos e saliva.
Porque um dia hei de amar uma mulher.

domingo, 19 de agosto de 2012

Monólogos Intermináveis



De repente perdida,
                           [Não querida, quebrada.]
Labiríntica
E vaga.
            [Ébria]
Olhando sob os pés
os degraus
Rostos;
Vozes
E palavras.
Esmagados doloridamente a cada passo.
Sem dor aparente,
[É preciso].

Sem destino
a manipular e suas cordas invisíveis.
[desafio, jogo e tino]

Violada do vazio que
Fomenta as fomes.
O corpo aberto às faltas;
                                         [Mais uma dose, por favor.]
Obsessões e Ocos.
Socos do absurdo.
                       [Não quebre!]

Se junta e constrói.
Não tão límpia.
Não tão rósea.
Não tão intocada.

Pecadora.
                 [e culpada.]
Movem…
                   e fervilham.
Uma beleza construída.
Advinda do cansaço.
Numa vingança tardia
Do que lhe foi negado.
                            [Bom dia Amor!]

sábado, 9 de junho de 2012

Lamento da Amazona

Sempre quis ser uma Ninfa.
A alvura, indefesa.
Lânguida;
Inocente de sua nudez.
Casta.

Mas o deus zombador me fez assim,
ciente das minhas faltas.
Ligeira sempre em fuga.
Trazendo nas mãos as garras.
Filha de Centauro.
Armada.






A Plêiade Perdida, de William-Adolphe Bouguereau (1884)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ode a razão pura

E quando penso nas mortes que vivi.
E quando penso que assisti suspensa,
o agonizar silencioso.
E quando penso nas vidas que fugi.
E quando penso no gozo que perdi.
E quando penso nas naus que sobrevivi.
Penso músculo.
Penso sopro.
Penso choro.
Quando penso braços,
penso hera.
E me penso pagã.
Penso pêlos.
Um a um porque penso pele.
Penso fera.
Deduzo fêmea.
E quando penso abandono.
Penso broto.
Penso frouxo.
Penso fuga.
Penso corpo.
E penso vazio.
E quando penso vazio penso oco.
E quando penso dor
Penso poesia.
Penso afogamento.
Penso nada.
E penso nada.
Penso...
EU.


sábado, 7 de abril de 2012

Possessão

Por que me nega o direito
De violar;
De te violar o peito;
Romper seu silencio?
Por que me nega a sorte
De te esmiuçar por dentro;
De te vasculhar os sótãos;
De te refletir em mim?
Espelhos.
Por que me nega?
Por que não me permite?
Por que não me abre as portas?
Uma dentro outra.
Labirintos e labaredas.
Uma dentro outra.
Por que me nega os espaços;
Me nega as faltas?
Por que não me permite a palavra dita?
Por que não me permite o acesso?
Intravenoso.
Veneno.
Por que não me permite a quase morte?
Te ter em mim e me morrer aos poucos para nascer em ti?
Por que não me permite em ti?
Me nega.
Doente e lascívia.
Uivando.
Te ter entre meus dentes.
Me ter entre teus pêlos.
Por que não me permite?
Rasgar teu peito e me instalar em abrigo?

 By Gael Hollard http://www.fotoblur.com/images/344923

segunda-feira, 5 de março de 2012

Do verbo ter

                                                     (foto by Katia Mota)
Tens de mim todas as horas.
Tens todas as formas.
Tão longas estradas
Tão profundos oceanos.

Tens de mim todos os insultos;
A boca insana.
Feminino e cio.
Tens  os absurdos e
surtos, rompantes e desatinos.

E tens de mim todos os gritos
Calados no umbigo.
Tens de mim toda paciencia.
Toda rebeldia.
Tens também todas saudades.
(Aguadas) Vontades.
Em tão dormente corpo.

Lícito.
Vacio.
Tendo tanto
no entanto.
Não pedes nada.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Marcas no lençol

           Corroídos as mãos se uniam num laço, nó. E se buscavam e se perdiam.  O todo.
       E buscava registrar o movimento de cada pinta de suas costas num desenho lógico memorizado. Guardar memórias. Elas fugiam-me todas e partia numa procura alucinada por registrá-las com a língua pois os olhos se fechavam negando-me a fornecer pistas e me afogar em seu mar revolto, em sintomas de ressaca.
           Gosto. Palato e saliva. Procuram o percurso do suor em seus caminhos. O doce  sal no líquido do seu peito. Mamilos e pêlos. O suspiro rogava-lhe em preces e gemidos que botasse fim à esse suplício. Mas as mãos buscavam e percorriam o dorso em elevações e depressões de suas carnes vibrantes. Cala-te. Os ouvidos já não ouviam os sinais do corpo, que minhas águas represadas rompiam os limites do estar em mim.
           As pernas, correntes, me prendia e já cativa não buscava fugir. Perder-me. Enquanto as palmas tateavam o escuro em busca de conter a vida que me pulsava na palma. E gritava. E exigia do ar que lhe arfava o peito.  Os membros todos tesos, tensos e irresponsáveis.
           Angústia de nós. Divididos pela cicatriz do umbigo. Tentar a todo custo tornar a ser Um. E tú sobre eu. E eu sobre tú e a ânsia de nós. E a ânsia de te ser e a ânsia de me ser... assim apertados estar e fenecer.
           Silêncio. Não diga nada. As marcas no lençol cúmplice da quase morte da entrega. Tomo-me a vida instantes para retornar disperta e me recolher em partículas dispersas.

domingo, 13 de novembro de 2011

BOCA

Elegi mais uma vez.
Agora você vai me dizer: "Não jurou não mais eleger?"
E me vi com as promessas que fiz e não cumpri. E não cumpri porque me exigiam demais e não aceito cobranças.
Aí me diz: "Disse que queria ser elegida de agora em diante. Conhecer da eleição o sabor do ser querida. Isso é contradição e você odeia contradições."
E me vi novamente controversa. E o que é ser contrversa além de me ser pelo avesso? E o que é o avesso além  do EU pelo reverso da mesma moeda?
E vem você e me diz. "Passado?"
Não... jamais será passado, porque ainda me é. E me lembra. E ainda me sou consequencia. Não se sinta abandonado porque quero eleger, porque elejo para me manter acesa.
"Mas você se extingue em sua própria chama."
Não faz mal, porque assim me sinto viva. Mesmo que finita, mesmo que breve, ainda assim viva. Quero ter o direito de me escolher acima da corrente vital que atende pelo nome de Cronos.
Ahh me deixa ser. E me deixa precisar.
Preciso boca adentro, porque tudo é fome e eu sinto tanta fome.
E me elejo BOCA.
Para te eleger toque, língua e saliva. Ou beijo e paladar. Ou o sabor metálico do sangue ou o doce fluído que te escorre.
Ah queria te gritar. O grito também é boca.
E o beijo é boca. E o sexo é boca. A palavra é boca. Fome é boca. Carinho é boca. Amor é boca. Ruína é boca. Bendita é boca, Maldita é boca.

E hoje eu Elejo.
E você vai me dizer: "Jurou não eleger."
Mas não ligo para o que pensa, pensamento não é boca.
E hoje só elejo BOCA.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Há palavras que excluo do meu conteúdo léxico para escrever, amor, sentimento, flores, beijo, alma, acho, algumas as quais reluto em usar, salvo em ocasiões onde não tenho sinônimos adequados.
Mas...
Estive pensando na palavra Amado(a). - Amo essa palavra nessa forma.
O que seria a palavra Amador(a)?
O Sujeito que exerce o verbo Amar? Ou um eterno Amador(a).
Mas aí não cai naquela tirania de que toda frase tem Um sujeito que provoca um verbo acarretando o predicado? Se é que há predicados depois, pois leva à: Todo sujeito provoca uma ação (provoca = tem culpa de...)?
Enfim...
Não sei.